segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"you had a diary, do you still write?"

first best friend's mail
first son-gilfriend's mum phone call
but
lack of light
lack of light

please, something shiny.

segunda-feira, 1 de março de 2010

oh meu deus

ciclo rohmer, cesar monteiro e duras
cinemateca
no mesmo mês

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

insights

resiliência



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

glimpse

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

solitude standing



domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

comfortably numb, whatever works

a vida deve estar a querer dizer-me alguma coisa
e eu não estou a perceber.

morre mais uma pessoa do núcleo familiar íntimo
esmaga-me o cansaço
enquanto não chega a hora das cerimónias
sento-me de frente ao mac
a encher o ipod.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

uf

estou tão farta que cidadania seja confundida com mal dizer desinformado. que tudo seja julgado tão facilmente pela rama, pelo fácil e pelo que se ouve por aí.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

minimalismo, insustentável leveza

natureza recolectora
vs
gostar de espaço.

primeiro paredes brancas
nuas
vazias.
sofá castanho escuro
linhas direitas
depurado.
móveis geométricos
preenchidos 
livros
cds.
chão de madeira.
janelas grandes
sem cortinas
cheias de verde e mar.

e não é que tanta leveza
me pesa?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

não mexe mais, está bom assim.

acho que não é imperdoável que de vez em quando a sopa do jantar tenha sido feita há uma semana. também acho existem hipóteses de sobrevivência a refeições não impecavelmente saudáveis nem milimetricamente equilibradas e variadas. talvez seja possível crescer razoavelmente feliz não tendo a mãe permanente energia para inventar novas brincadeiras divertidas e pedagógicas.

sábado, 23 de janeiro de 2010

"a dona aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou. já passou a chuva, o sol já vai sorrindo e a dona aranha p´la parede vai subindo"

a minha casa é linda de morrer durante o dia
mas nunca lá estou.
há uma ânsia de sair logo que possível como se ficar em casa fosse perder tempo de vida. em casa parecem estar sediadas as tarefas. (fora de casa também). em casa durante o dia, de sol, imagino que maior felicidade pode encontrar-me lá fora - melhor saberão os livros, os jornais, os escritos. em casa durante o escurinho tendo a querer apagar-me também, já pouco justifica a minha existência e agride-me e angustia-me esse vazio que não é um espaço mas uma ausência. de mim e de completude. sinto-me sozinha, ou eu ou o outro. alguém me rende se eu não estiver mas ninguém me acompanha ou impulsiona quando estou. e eu gostava de viver em conjunto, gostava de viver mais do que eu sou. eu sou muito pouco e sou durante pouco tempo, não tenho força, iludo-me e canso-me com que faço e com o que desejo. estranho, ou clarificador, é o facto de só passadas 3 semanas de abandono laboral recomeço eu a conseguir elaborar uma respiração. recomeço a sentir o ar a entrar, o oxigénio a alimentar as células e o corpo a receber o alimento vital. é no entanto essencial que se consiga respirar enquanto se desempenham todas as funções que todas as pessoas vivem desempenhando. há uns dias quando tentava explicar o meu desânimo só me ouvi referir as missões que quase todas as Mulheres levam a cabo. "sabe, levanto-me às 6h, passo 3h3 em viagens, chego a casa sozinha com o meu filho, lavo-o, alimento-o e deito-o. quando isto acaba, estou muito cansada e frustrada porque não brinquei com ele o suficiente, porque o jantar foram restos e porque tenho o chão da casa cheio de pelo e pegadas de cão, para além de não ter alimentos para confeccionar refeições para os seguintes dias nem me ocorrer sequer uma receitazinha. também me apetece enfiar a cabeça na almofada para esquecer que a minha cabeça não consegue ler, que adormeço aos 10 mn de um qualquer filme e que já não sei falar sobre o que se passa no país, que não estou com os meus amigos se não por sms ou emails. sinto que talvez não tenha a capacidade para ser um crescido, um adulto, talvez me faltem skills para isso, talvez tenha crescido com uma ideia de capacidades minhas que não existem - mesmo na natureza nem todos são capazes, há a selecção natural, disse alguém. continuo a ter muitos ciúmes da minha irmã, apetece-me ter o apoio paterno que ela aparenta ter, apetece-me ser mimada e protegida. mas eu já passei para a outra fase, já devia ter as reservas de mimo e protecção e cuidado suficientes para que os meus joelhos não fraquejassem com esta frequência. sabe, doutor, custa-me confiar em si, o doutor é praticamente um adolescente, ainda por cima andou em medicina, conseguiu provavelmente quase tudo o que ambicionou. sabe lá perceber isto de que falo. sabe lá perceber que eu com 30 anos tenho que voltar à escola e não sei a qual. enfim, sim, vamos marcar a próxima consulta. não doutor, nunca tive vontade de me suicidar, fique descansado. sim, doutor, cortei o cabelo, muito, mas porque precisei de um acto de coragem, precisei de concretizar um desejo há muito vencido pelo medo, não foi para ficar desfigurada. adeus, doutor, até à próxima."

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

link

deste blog
com poema da sophia
com fotografias de vasco gil
com música de joão gil
com voz de carminho

quando ouvi, há umas semanas, não consegui não continuar a ouvir

domingo, 17 de janeiro de 2010

um agá que faz a diferença

i have a new shrink who happens to be nearly a baby.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

it's a baby-boy, lucky me

another
s(r)ink

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

R

ha 4 meses quando morreu a minha avó, aguardei uns dias e resolvi cortar muitos centimentros do meu cabelo. estão tão descritas as maravilhas da terapia-em-cabeleireiro que, à falta de outra, resolvi atirar-me de cabeça para esta. afinal, e se ficasse feio? não seria nunca pior do que me morrer uma avó. let's keep things in prespective, pensei. 4 meses depois, em rigor 4 meses menos 3 dias, exactamente no 2º dia do ano, morreu o meu avô. que duro, para acabar de início com os optimismos de princípios de ano. aguardei uns dias e vou cortar ainda mais o cabelo, desta vez. e tenho a sensação de que estou capaz de o cortar para além da pele, avançar pelo lado negativo da recta, atingir comprimentos negativos de cabelo. deve funcionar. deve aliviar. e afinal, mesmo que não funcione e mesmo que fique muito feio, não será pior do que perder mais uma vez alguém que me dava chão. let's keep things in prespective.

so tonight that i might see

um dia, quando eu for uma pessoa maravilhosa
hei-de escrever maravilhosos textos maravilhados com as pequenas-grandes argruras da vida, sejam as gripes/otites/adenoidites, sejam os empregos que desapontam, sejam os projectos de vida que de repente parecem ter chegado a um ponto em que não fazem sentido nenhum. hei-de escrever, quando for uma pessoa maravilhosa, acerca de prisões que escolhemos sem perceber, sobre buracos cujas paredes mais se desmoronam à medida que as tentamos trepar. vou descrever com encanto as tentativas e o cansaço e a frustração de ver o tempo passar e de me sentir sozinha, absolutamente sozinha. mas um dia hei-de escrever sobre estas coisas com um toque poético deslumbrante e uma beleza enternecedora. 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

foda-se

cartao mb - 2
cartão contribuinte - 1
cartão segurança social - 1
cartão utente santa maria - 1
cartão fnac - 1
cartão ikea - 1
cartão continente - 1
cartão viva viagens metro - 2
cartão viva cp com 10 viagens lisboa/cascais - 1
cartão seguro saúde meu - 1
cartão seguro saúde filho - 1


707247265 seguro
sibs808201251
217813080

707212424 totta

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sempre a aprender

patetice.
que longe nos leva a imaginação.
imaginar um carvalho onde está um cogumelo.
suspirar pelo carvalho,
que é um cogumelo,
desejar as bolotas,
que um cogumelo nunca dará,
identificar-me com as rugas do carvalho,
que afinal é um cogumelo,
invejar a altura do árvore,
que afinal é um fungo.
tontice.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

lusco-fusco

i feel bluer
the bluest
at the end of the day.
and it´s when i have the time to post