segunda-feira, 28 de julho de 2008

título

estás aqui ao mesmo tempo que eu estou aqui!
boa noite :-)

domingo, 27 de julho de 2008

momentos sony

ouvindo milton, na europa fm,
que pena a minha
falta de fluência no francês
e eles falarem tão fluentemente depressa,
a um domingo
num fim de noite
deitada na cama ainda feita de azul escuro
de portátil nas pernas
de copo de leite quente na cadeira de cabeceira
de livro caído ao lado do moleskine e da pilot

olho para a semana
e
respiro.

foi:
2 noites a saber poder não acordar antes do meu corpo
i love yous
saladas de verdes e fruta
revisão dos níveis, vulgo análises
encontro
reencontro
o sebastião faz 9 meses
trouxe:
lema - o cansaço para além dos "limites legais" vence sempre
que eu não o vença descansando
recuperou:
fruição d'
a maravilha de um filho como o meu
a tranquilidade da brancura das paredes nuas da casa onde vivo
o conforto do sofá velho no recanto da leitura





e algo me diz que terei momentos de descanso nos próximos tempos
é um prisma rectangular preto..
meet ps3 !
boys love them :-)


sábado, 26 de julho de 2008

and then it becomes an habit

no dia em que se experimenta fazer qualquer coisa porque se tem vontade, fica-se menos zangado com o mundo. porque até lá, quando o mundo não quer e o apetite fica por satisfazer, o mundo recebe de volta, com um embrulho espampanante,
o ressentimento

ain´t words just great?

were you (a bit like) me before you became mim?

chiken!

uma afta e uma consulta a uma 5ªfeira como pretexto.

saudades antes da partida.

i love you, i love you, i love you :-)

still.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

before i go,

-és muito querida :-)

parece coisa pouca mas tb isso

inviabilizou os açores

se conseguir fazer os sacos hoje

vamos pôr os pés de molho por uns dias.

se não, não.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

a gente fala, fala, fala, fala

às vezes tanto para nos ouvirmos como para o(s) outro(s) nos ouvir.

às vezes apercebo-me que me estou a dizer a mim,
que me estou a certificar em voz alta da justeza dos meus argumentos.

ainda asim,

às vezes, mesmo falando para os outros e
às vezes, mesmo dizendo não
não quero
não vou
pára
muda
faz
ajuda,
às vezes, mesmo
recusando
não indo
parando
forçando mudança
forçando feituras
impondo ajudas,

às vezes
cansamo-nos.

era bom
era melhor
era mesmo, mesmo, bom
se,
dizendo o
não,
fechásssemos em nós o episódio,
entrasse o genérico com a ficha técnica e o logo da produtora.

era mesmo, mesmo, bom
se,
dizendo o
não,
a brincadeira de criança
"passa a outro e não ao mesmo"
funcionasse mesmo e
não acontecesse
ficarmos nós
com o episódio,
ainda por cima ainda a desenrolar-se,
também em nós

porque assim cansa quase tanto como a resignação.
a luta consome tanto como a resignção.
nem sempre, mas às vezes.

domingo, 20 de julho de 2008

leonard cohen, the lesson

a qualquer altura se pode perder tudo.
no matter how much you have built.
i suppose you (we, i) have to to live knowing this
and yet
building

i suppose that's the art
if there is one

leonard cohen, the man

"...i´m not that kind of chap that keeps the truth to himself. do you wanna know the truth? the truth is
doo da dee dam doo doo da dee"



he was born with the gift of a golden voice

leonard cohen, the concert

maravilhoso, maravilhoso!
maravilhoso.

sexta-feira, 18 de julho de 2008


terça-feira, 15 de julho de 2008

quando me sinto mesmo bem ainda sou mais chata do que quando refilo

há uma pequena comunidade
provêm de sítios diferentes e
encontram-se
quase diariamente
vêm ver e
vêm mostrar que vieram


picture this:
um café,
os clientes habituais

trocam pouco mais do que "bons dias"
mas reconhecem-se
sentem a ausência dos que não vieram
intuem humores.
solidariamente sorriem a quem chega
sisudo
ou soturno,
um discreto toque no braço nos dias não
("estamos aqui, estamos sempre aqui..")

secalhar nunca passarão disto, desta forma de se partilharem,
secalhar esta forma é tão boa.

mon amie, barnabé.ou. quantas chuchas na imagem?


quando o telefone toca (posso dizer a frase?)

triiiim, triiiim
-olá
-olá! tenho férias na próxima semana, vamos os 3 aos açores? ainda não foste, pois não?
-err, já, mas é muito bonito, deixou saudades
-então, vamos? vês do hotel?
-errr, sim...
-não queres ir? eu quero fazer-te feliz! acordei assim
-ainda bem. vou ver..
-o sebastião pode andar de avião? falas à pediatra?
-vou ver, se não puder arranjamos outro sítio
-ok. eu quero fazer-te feliz, acordei assim!
-ainda bem

("lembrança doce", pensei eu, "bela versão de ti, esta, f")
(também pensei: como arranjar de véspera algo bom e não caro??? ai, porque não planeias nada??)
(mas concluí: entre romântico e organizado, agora prefiro o romântico)
(e sorri, feliz, como ele queria.)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

this year september brings spring

and everything new will replace everything dead

keep away

i feel like bitting
i feel like complaining
i feel like tearing everything down
i'm fed up

not a good time to meet anyone. like if we were in A.A. meetings, we show our most intimate parts but no good positive relation-ship can come out of it because all the conversations end up being about the same things. not nice ones, ainda por cima.

dr freud à recepção!

há anos que não me acontecia acordar com medo.
sonhei-me sentada num banco de centro comercial a ser abordada por crianças moldavas que queriam os botões do meu casaco e eu recusava e recusei. a cena seguinte desenvolve-se numa casa-de-banho de shopping, daquelas mesmo pequenas, onde, quando fecho a porta e me preparo para fazer o que se faz nas casas-de-banho, aparece uma dessas crianças um pouco mais crescida, e, com um olhar poderoso e agressivo, acende um isqueiro.

?

domingo, 13 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

algum dia passará,

esta vontade quase, quase, irreprimível de o arrancar da cama e de o encher de beijos, cada vez que, mesmo antes de me deitar, lhe cubro o corpo com o lençol, lhe ajeito as pernas enfiadas nas grades e me maravilho
?

e porque dia 19 podia ser hoje e repetir-se e repetir-se

Oh the sisters of mercy,they are not departed or gone.
They were waiting for me
when I thought that I just can't go on.
And they brought me their comfort
and later they brought me this song.
Oh I hope you run into them,
you who've been travelling so long.

Yes you who must leave everythingthat
that you cannot control.
It begins with your family,
but soon it comes round to your soul.
Well I've been where you're hanging,
I think I can see how you're pinned:
When you're not feeling holy,
your loneliness says that you've sinned.
Well they lay down beside me,

I made my confession to them.
They touched both my eyes
and I touched the dew on their hem.
If your life is a leaf that the seasons tear off and condemn
they will bind you with love
that is graceful and green as a stem.

When I left they were sleeping,
I hope you run into them soon.
Don't turn on the lights,
you can read their address by the moon.
And you won't make me jealous
if I hear that they sweetened your night:
We weren't lovers like that
and besides it would still be all right,
We weren't lovers like that
and besides it would still be all right

m

andamos a reescrever a história. como que a remexer num baú velho e a encontrar "aquela camisola!" e "aquela camisola!" a mostrar-se azul, em vez de verde como a recordávamos. e oferecemos razão uma à outra - "é um azul esverdeado!", "é um verde azulado" ou "o tempo altera as cores"

mesmo assim
às vezes tenho medo de voltar a gostar tanto dela.
da última vez saiu-me
tão caro

agarro antes que se desfaça em ontem

ela foi o adulto-modelo, numa etapa da vida em que se vê na geração anterior um conjunto de desistentes, praticantes da cedência e do comodismo, e demasiado flexíveis ao nível da coluna vertebral. era a esperança.

sim, 'bora :-)

rita_blu@hotmail.com
à disposição

quarta-feira, 9 de julho de 2008

há um momento certo? ou há o momento do que-se-lixe-se-não-for-bom-não-foi?

gostava de "vamos beber um cafézinho? conheço-te desde sempre. não precisamos de tentar dizer coisas inteligentes ou de tentar parecer muito sensíveis e atentas, podemos falar de pêlos nas pernas, restos de detergente na roupa escura e da cara da estrangeira que se sentou ao meu lado no combóio."

andaram a semea-los

no sábado fomos conhecer o gustavo
no domingo fomos conhecer a biatriz
hoje vamos conhecer o manel

ainda nos falta o antónio

shinning



terça-feira, 8 de julho de 2008

bohumil hrabal - "uma solidão demasiado ruidosa"

"..a única coisa que nos pode assustar no mundo é o que ficou calcificado, é o horror das formas petrificadas e moribundas, a única coisa que nos pode alegrar é que não um indivíduo, mas a sociedade dos homens, consiga rejuvenescer com a luta, conquistar, sob novas formas, o direito a uma vida nova."

uma engenheira nunca deixa de gostar debrincar com números, mesmo quando descobre as letras

dados:
sebastião, peso quando nasceu: 3,350kg
sebastião, comprimento quando nasceu: 0,50m
eu, peso quando nasci: 4kg
eu, comprimento quando nasci: 0,52cm
sebastião, idade:+- 8meses
eu, idade:+-32anos, 3 meses

premissa:
em 8 meses
o sebastião
multiplicou o peso por 3
multiplicou o comprimento por 1,4

exercício:
se eu tivesse crescido ao ritmo seguido pelo piqueno até agora
(e vamos assumir que o ritmo se manteve e teria mantido constante,
ie, em cada 8 meses cresce 1,4*comprimento de nascença e 3*peso de nascença)

eu hoje teria:
35,217m
580,5kg



há coisas fantásticas, não há?

quando tenho saudades de lisboa, o chiado




segunda-feira, 7 de julho de 2008

dear heather (porque em andamos em estágio para dia 19, sem dores de barriga)

encontro-me bem, dentro das circunstâncias. o sebastião continua deslumbrante. deslumbrante é mesmo uma descrição perfeita para o que ele é. está exigente mas gosto de o sentir com tanta vontade de viver, crescer, experimentar. é uma causa, e eu continuo a ser uma mulher de causas.
ontem a mãe do f. regressou de 3 maravilhosas semanas em que esteve fora de lisboa. não terá sido coincidencia a nossa relação cá em casa ter melhorado tão francamente nesse periodo. enfim, malvada educação, e lá fomos passar o dia. há pessoas a quem se dá um dedo e elas tentam engolir-nos o braço até ao pescoço. de uma permanente tentativa de se impôr no meu/nosso quotidiano, o melhor que consegui foi um passeio a 3, hoje, pelo jardim aqui perto. primeiro com almoço incluído, depois desmarquei almoço. sabes maria, já te disse, eu não gosto dela, há poucas pessoas de quem eu não gosto, e ela é uma delas. em vários momentos chave me mostrou como é, mulher-devoradora-dos-outros-até-ao-pescoço. no início era eu a sugerir a presença dela, para não a deixar só, mas não gosto que tentem engolir-me até ao pescoço, já pensei e de facto não gosto. é tão importante ter avós, nunca privaria o sebastião disso. pelo f. tento manter uma relação cordial, com muitas barreiras, mas saio sempre a ter que defender o meu pesocoço de ser engolido. e com vontade de gritar que nunca, mas nunca mais lá ponho os pés. bolas, tenho direito a não querer, não achas, heather?
e por isto, percebo, às vezes penso em ir me embora. se ela me exige tamanho esforço para defender o meu pescoço que me deu tanto trabalho a ter direito, se ele me exige que me exponha, por cordões umbilicais nunca cortados, às vezes apetece-me mesmo ir embora. mesmo que passando por massamá.
heather, como passaste de rapariguinha do shopping para mulher com a profissão de sonho? como se sai de massamá?
heather, pior do que estar em massamá será viver com alguém a querer devorar-nos para ocupar o nosso lugar. é tão extenuante. eu sou a mãe do sebastião. eu sou a mulher do f.
god.

espero que estejas bem,
beijos,
rita

sexta-feira, 4 de julho de 2008

you got away, didn't you babe?

ser consequente.
saber o que advém de.
ter presente onde pode levar o passo.
entregar a mão e juntamente a cara.

a verdade, e nem é preciso dizerem-me,
é que tenho vontade de sair.
mais de metade ou menos de metade
de mim?
funciona uma democracia em mim?
não. há partes que mandam mais.
se o intestino não quiser, eu não saio de casa, por muito que as pernas me levassem.

quando se tem vontade de sair da cidade
apanha-se o primeiro combóio.
depois pode ajustar-se a trajectória.
para se chegar a sintra passa-se por massamá.

e pode até ser-se feliz em massamá, imagino.

hey, that's no way to say goodbye

and you know that she´s half crazy
but that's why you want to be there

quinta-feira, 3 de julho de 2008

e quando parecia estar a salvo

o parceiro de jogo aparece.
as cartas sempre estiveram aqui.
estamos todos aqui.

red alert

muito mais sério que um jogo

sem qualquer "boa" justificação,
há dias em que numa só jogada apostávamos tudo.
nestes dias ainda bem que não há jogo.

there we go again

corpo, vamos ver se nos entendemos:
eu é que mando

sim?

vá lá.. obedece-me

terça-feira, 1 de julho de 2008

hehe

ia à procura do cossery, nesta mania de começar finalmente a lê-los quando eles morrem
encontrei dois, dos oito
um calhava mesmo bem em mim
o outro mesmo bem no f.

na caixa, a pagar a escolha
-"ganhou um cheque de 10€!"
-"pode guarda-lo, levo também este livro!"

hallelujah

ainda há bilhetes,
não é preciso doer a barriga a ninguém