segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

foda-se

cartao mb - 2
cartão contribuinte - 1
cartão segurança social - 1
cartão utente santa maria - 1
cartão fnac - 1
cartão ikea - 1
cartão continente - 1
cartão viva viagens metro - 2
cartão viva cp com 10 viagens lisboa/cascais - 1
cartão seguro saúde meu - 1
cartão seguro saúde filho - 1


707247265 seguro
sibs808201251
217813080

707212424 totta

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sempre a aprender

patetice.
que longe nos leva a imaginação.
imaginar um carvalho onde está um cogumelo.
suspirar pelo carvalho,
que é um cogumelo,
desejar as bolotas,
que um cogumelo nunca dará,
identificar-me com as rugas do carvalho,
que afinal é um cogumelo,
invejar a altura do árvore,
que afinal é um fungo.
tontice.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

lusco-fusco

i feel bluer
the bluest
at the end of the day.
and it´s when i have the time to post

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

devia ter te visto, estiveste perto. ou a ti.

hey you, will you fall for me?
or you, will you mother me?
it might save me, you know?
i don´t know, by myself,
how to.
i will forever be one of the haunted, that i know

o zero foi descoberto ou inventado?

sometimes i would like to be able to leave you
as much as
i sometimes would like to manage to leave me

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

pares

1,3,5,7,9,11,13,15,17,19,21,23,25,27,29,31,33,35,37,39,77,89,1239,4567,453246789
o que falta aqui? o mesmo que a mim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

mau, pior, ainda pior

prefiro o desconforto de me saber identificada
à suspeição de me desconfiar descoberta.

(a propósito de quadrados cor-de-rosa)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

it happens that i miss you too

i notice you don´t come around
you don´t need to share no more
steps make way for higher floors
they are not places to stay.
when we meet on a stair we should bear in mind that one of us is always almost about to leave.
podemos é ter a sorte de irmos no mesmo sentido
mas é raro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

mj, serviço público

sábado, 14 de novembro de 2009

foucault dixit





silêncios, no ccb

miúdo mais fixe de todos



domingo, 8 de novembro de 2009

ventilar

inspira
enche-te
renova

expira
mirra
esvazia-te

quantos ciclos deste por dia? demasiados.

sábado, 7 de novembro de 2009

it takes two to tango

how much of what does it take to go solo?

lousy cheap methaphore

my life never but never reaches cruise-speed.
everytime i stop rowing
-because i´m too f. tired!-
the boat stops.

close

as near
or
as shut?


shut
shut down
shut up
just shut.

coisas mesmo incomodativas

viver com um armário acoplado. um armário mais pesado do que eu. um armário que, dizem e eu disse, tem preciosidades no seu interior. mas preciosidades encerradas mirram. eu, pelo menos, nunca mais as vi, só vejo uma grande e pesado armário.

coisas mesmo importantes,

ainda existir o garden-burguer.

hamburguer com queijo e cebola, com batatas e sumo de laranja.
desde sempre.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

and also a small blue thing

foi mais fácil quando bastava amar-te desmesuradamente
como te amo agora
desmesuradamente
mas não sendo já isso o bastante.
falta-me a criatividade
e
a consciência tolda-me a acção.

eu própria me sei limitada a uns quantos saltos, mais ou menos longos,
nada que se compare ao voo.
desculpa,
o quotidiano é tão mais pesado do que o ar

today i am

a mother of a two-year-old

how fast he´s grown
:-)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

os três cantos

aprende a nadar companheiro
que a maré se vai levantar
e a liberdade está a passar por aqui

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"isso é impulse!"

ontem aconteceu-me ter uma irmã.
a ela também.

página quarenta e nove

fica.
ajuda-me a lutar contra a certeza que
estou sempre a ir embora.

Samuel Costa Velho

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

joão

hesitei porque me pareceu que não me reconhecerias.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

só me lembro de mais e mais detalhes

apercebo-me de que passou um mês
simplesmente porque há cerimónias que assinalam o dia, o 30º.

não passou um mês
não passou a dor
não passou o desencontro
não passou nada,
simplesmente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

posso dedicar-me a descobrir formas mais airosas de dizer sempre o mesmo.

já que me parece difícil deixar de o sentir e consequentemente de o dizer.

mais uma casa de família em que o meu quarto é transformado noutra coisa qualquer. temos duas casas despejadas por completo, um quarto, outrora meu, promovido a biblioteca com móveis feitos à medida das paredes, um outro quarto, até há pouco, meu, que passou a salinha de estar.
há dias em que isto me incomoda em larga escala.

muitos enters não fazem poesia, nem tentam *

não, não
não era isto
não era para aqui
não é por aqui.

não é, não é, não é.

ainda e  sempre a sensação da espera
do tempo certo, da clareza da certeza
tão raros
sempre tão raros.

fechar os olhos com muita força,
olhar com muita força,
e ver que não,
o que lá está nem sempre é o que vejo.
o que lá está não é o que vejo.

tentar um passo para fugir para a frente
e ver recusado até esse passo.
"aguenta a crueza do não. a violência da ausência. a certeza da falha"
aguenta, rita, aguenta
ou rebenta, rita, rebenta.


*só procuram a pausa certa, c.,
mas fiquei a pensar

unlike everyone else´s

o meu desânimo não é produtivo

terça-feira, 29 de setembro de 2009

período revolucionário em curso, prec*

abstraindo-me do quanto esta dança pode trazer ainda mais incerteza às vidas
senti esta noite  politicamente encantadora.

* com todo o exagero a que me entrego 

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

op

às queixas dele apetece-me responder-lhe que sim, que também eu podia estar assim a berrar da vida, a berrar com a vida, não fora este meu posto, chegado com a idade e não só. já sei que não adianta espernear no chão nem gritar com toda a força que temos cá dentro. não adianta nem traz alívio o suficiente. já quase nada se resolve com o colo da mamã a falar-nos baixinho e a limpar a baba e a lágrimas da cara, do pescoço, do peito.

vogal simples

percebo que ele me oprime
e retira o gozo

não percebo que ele me oprima
e retire o gozo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sad but true

tenho acordado várias vezes por noite

porque está frio
porque não tiro os brincos e magoam as orelhas
porque o miúdo tem frio ou vontade de estar acordado
porque não montámos os pés centrais da cama e o centro está já mais baixo

e a sensação é de
alívio
por ainda não ser de manhã

desapontamento

e
falta-me um pedaço.

domingo, 20 de setembro de 2009

they never do as they are told to

corte de cabelo.
também um filme do sapinho, com a bolito.

bom

ò itaaaa!
he now knows my name

vamos deitar o urso das riscas, e o visconde, e o barnabé, e o joão..
já estão todos no soninho, faltas tu..
pronto, agora um beijinho no coração..
sim, é aí o coração :-)
sim, é o cabelo da mamã.. e é o teu cabelo, sim..
não, a mamã não cabe na tua cama, meu amor..
vamos domir para amanhã brincar muito..
se precisares, chama a mamã ou o papá..
és o maior, miúdo, dorme bem

casa das histórias

lá fomos,
mais, muito mais,
para conhecer mais uma obra do souto moura.

encarnado, do betão
verde, dos jardins
azul, do céu.

sábado, 12 de setembro de 2009

arrumando

esvaziar as casas das duas avós na mesma época.

largar as provas do vivido.

fica a memória, para mim a minha.
a pequena grande-d contou-me de um livro de um neurocientista que explica as bases físicas da memória e como as recordações se alteram não apenas à luz de como nos sentimos no agora mas porque físicamente as células que guardam a informação mudam.
ou seja
fico responsável pela minha história.

poder voltar e rever, afinar, perceber
tornou-se mais err
impossível

entre mim e a vida há cada vez menos airbags afectivos

falta-me que elas me vejam crescer
que vivam comigo o meu crescer
que o celebrem

lembro-me delas a rir
dantes
e
hoje, agora,
ainda me acontece ficar
triste

depois do conforto, o risco

a minha amiga voou
on her own

so proud i am of her

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

7 dias depois

de 89 anos, 11 meses, 25 dias.

eu ainda desarrumada ainda mais.

os pormenores mais desconsiderados surgem nas ocasiões mais inusitadas.
não virão mais cachecóis iguais para mim e minha irmã
nem meias
nem quilos de after-eight e mon-cherie (nós não gostamos de mon-cherie, 'vó!, repetido todos os natais)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

doçuras

andamos a ouvir em repeat
o boato

e o miúdo gosta
e
eu gosto que ele goste

as preferidas
se por acaso
e
o epílogo, com o manel joão
(queira Deus que continue a repetir apenas as últimas sílabas de cada estrofe e não os palavrões que proliferam no meio..)

o giro é que as trauteia na cama sozinho e eu transformo-me num sorriso no corredor.
é tudo giro, não é só isto.

nevermind

the gaps
the gaffes

as tentativas de abrir jogo
de o jogar aberto
de não jogar
de ser

you can't handle it
and as they say in the movie
frankly my dear, i don't give a damn

nevermind
os projectos que não merecem a simpatia dos que decidem
whatever
nevermind
eu hei-de ir lá dar na mesma

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

and again feeling the effort

e outra vez me senti pesada, institucional, convencional, de fato saia-casaco cinzento, do lado da massa anónima desinteressada-desinteressante-amorfa-e-descomprometida-encarrilada-by-the-book. há sítios onde incompreensivelmente não sou eu. de vez em quando insisto mas o tempo não é o certo, é o que concluo. ou pensei, no princípio dos tempos, que olhava um vidro e era um espelho.

she would say "extraodinary"





























domingo, 6 de setembro de 2009

hoje não me apetece segurar-me para me manter funcional e à máquina em andamento. apetece-me poder descer.

and so she did die.

she didn't live long enough for me to make her proud of me. none of them is proud of me. some like me, or just accept having me, but they don't feel or look bigger because of who i am or what i have accomplished. and, let´s face it, i haven't accomplished much. i have bad temper, i don't dress pretty, i don't work as a teacher a doctor nor an engeneer, i'not married. só o s. e a nova família me validaram perante as bases, o que é terrível para todos nós.

domingo, 30 de agosto de 2009

disto,

perdi o hábito

terça-feira, 11 de agosto de 2009

quem vai ao bar perde o lugar

não, querida d., não.
não é quem teve ninho que tem medo de partir

é quem não sabe se tem para onde regressar
caso parta.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

i think i'm gonna be sad

i think it's todayyyy
the guys that are driving me mad
are going awayyyy

por uma semana
para a praia

fico eu e o cão
e a enorme
angústia

e um programa social e cultural intensivo como antidepressivo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

because i try too often to do the f. right thing

é a tua liberdade que me lixa

quinta-feira, 30 de julho de 2009

um dia destes, eu

engano-me e acerto,
em vez de descer as escadas
e entrar no metro
subo as escadas
e entro no combóio


"Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida"
M.R.

terça-feira, 28 de julho de 2009

viva o verão

estamos os 2 a antibiótico, os 2 crescidos.
o miúdo safou-se,
apesar de não se safar da fama de ser ele a trazer a bicheza para casa.

ainda assim, para registo futuro,
dia do 1º epá.

argggg

na próxima ida de p.s.l. à televisão
esta lisboeta que vos fala
terá que tomar 1 xanax

quinta-feira, 23 de julho de 2009

a paixão segundo R.J.

"Já que tenho de salvar o dia de amanhã, já que tenho que ter uma forma porque não sinto força de ficar desorganizada, (...), já que fatalmente sucumbirei à necessidade de forma que vem do meu pavor de ficar indelimitada - então que pelo menos eu tenha a coragem de deixar que essa forma se forme sozinha (...). E que eu tenha a grande coragem de resistir à tentação de inventar uma forma."

escreveu a Clarice Lispector, senhora cujo nome insisto dizer com sotaque inglês.

terça-feira, 21 de julho de 2009

continuo

crente
querente.

isso é que já é um problema,
diria a pequena-grande d.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

continuemos,

que se lixe.

domingo, 10 de maio de 2009

vim

da feira.


hoje trouxe "os livros da minha vida", do henry miller.

sábado, 9 de maio de 2009

vou

para a feira

sexta-feira, 8 de maio de 2009

rien a faire

e não, nada me interessa mais do que o sebastião.
ainda não percebi se com o tempo "a coisa" ameniza mas a verdade é que, neste momento, o critério é ele.
as escolhas são feitas por forma a ele ter a melhor vida possível. isso passa por ter uma mãe feliz, com um projecto, com dinheiro para pagar as contas sozinha e com horário para poder existir no horário dele. lamento não acompanhar conversas interessantissimas acerca de autores brilhantes que nunca li ou li há muito e de quem nem recordo o essencial. lamento não conseguir ver um décimo dos filmes, mesmo tendo condescendido a vê-los em dvd (eu que só via cinema no cinema). lamento sentir-me inculta, pouco informada. lamento interessar-me pelo levi-strauss quando me falam dele e perceber que o tempo em que estarei disponível para a viagem ainda nem sequer se vê. lamento voltar a sentir o deslumbre pela filosofia e saber que já não consigo pôr-me a ler o sartre como dantes. lamento ter vontade de reler o camus e o boris vian e sentir que não é boa idéia agora. lamento não descobrir novas bandas ou cantores. lamento que, numa conversa gira, com gente gira, com humor giro, eu só consiga rir-me, com o sono e a dor de cabeça por não descansar metade do suficiente
a primeira ou, vá lá, no máximo a 3ª coisa que me apetece partilhar numa conversa são as maravilhas diárias do crescimento do meu miúdo. e o cheiro dele e a macieza dele.
mas refreio.

... and it´s right here where you start paying it.. in Sweat! ja dizia a professora de dança

ando há dias a pensar na melhor forma de falar do Suor.

porque não olho a 3ª vez para quem
aparenta
finge
não suar.

interessa-me observar que estratégias usam as pessoas que transpiram
à brava
com bravura
e conseguem
querem
não cheirar mal
nem ter manchas amareladas nos sovacos das camisas claras.

gente que é gente
sua.

a vidinha é suor. quem se apresenta sempre capaz desperta em mim curiosidade, como uma ave rara,
mas não me interessa.

terça-feira, 5 de maio de 2009

o absurdo, hoje e sempre

- :-)
- :-)
- falamos a mesma linguagem e temos tanto para nos dizer!
- pois é, e é tão bom!
- que bom teres aparecido, temos mesmo que conversar muito!
- pois temos! toma o meu número de telemóvel. dizes-me o teu?
- digo concerteza, digo-te um número falso. mais tarde voltarei a iludir-te sem sem ninguém me encomendar o sermão, nem tu.

domingo, 26 de abril de 2009

foi bonita a festa

essa gente dominada por essa gente
não sente como a gente
não quer
ser dominada por gente
NENHUMA!
a gente
só é dominada por essa gente
quando não sabe que é gente

ana hatherly

sábado, 25 de abril de 2009

25 de abril




comovo-me, pá
depois deambulo embaraçada com a água dos olhos.
eu nem tinha ainda nascido
mas nesteas dias a gente reencontra-se, pá

o homem é um sorriso com pernas


o mário laginha entorna afecto a cada movimento
e bem se mexe enquanto toca tão bem.
fabuloso de ver, hoje, na festa
sorriso instalou-se ao 1º minuto do show
e durouoouououuouou

quinta-feira, 23 de abril de 2009

15 belos minutos, cerca de

sentados no chão
eu li o jornal
ele encheu e esvaziou e encheu e esvaziou uma caixa de 32 tampões ob
com os ditos

preciso de óculos espelhados

na face interior da lentes

quarta-feira, 22 de abril de 2009

esperando o esperanto

we´re still
a chinese
and a russian
in a relation-ship (confirmar que isto se escreve assim)

we´re still
a chinese
and a russian
who speak almost only their mother languages
and
who connect mostly by no-video-phone

this means
we still
don´t understand
almost anything of what is being said

we´re still
still

let´s call it a draw

i miss a blog
can we miss a blog?

i miss a blog
not like
"i´ll miss the train if i don´t leave now"
but like
"i miss you"

como os loucos

tenho que catalogar os meus livros. não é preciso arrumá-los, até podem continuar nas várias casas por onde passei mas
já não sei
distinguir
desejos de concretizações

a culpa não é da crise mas da P#&% da creche

a saúde é um estado excepcional
de excepção

segunda-feira, 20 de abril de 2009

baked beans in tomato sauce

o senhor-doutor felicitou-a pela ferida.
-é uma bela ferida!
a dôr, a intensidade da dôr, mereceu celebração maior.
-parabéns, doi-te!!

é muito triste, rita, e a ciência tem que corrigir estas situações, rita. dores que não doem, feridas que não abrem.. é intolerável, compreendes decerto. a pele ao passar depressa pela lixa, vulgo vidinha, rasga e abre um sulco ou uma cratera. depois doi no coração, não na pele.
depois ainda não sei.
rita, eu sou só um homem da ciência. li algum dostoievski mas eu sou só um homem de rigor.

still

quem és tu, vsystoms?

somos um desfasamento da mesma entidade
da mesma identidade

somos uma bifurcação

que eu tento esquisofrenicamente
reunir.


parece que me vejo
de fora
a viver a vida
parece que te vejo
fora de mim
porque não és eu
a viver a
que não chegou a materializar-se
minha vida



haverá drunfos que corrijam esta dor optica?
a pediatra do meu filho recomendou-me drunfos para as dores, já aqui o expus um dia

sábado, 18 de abril de 2009

ready, steady, gooooo!


there´s a basement where they go to bleed
the bleeding stops the throwing up
and everything else
but it lasts

quarta-feira, 15 de abril de 2009

segredo

com a leitura deste post senti
mais uma vez
a ânsia já quase gritada
berrada
de vos perguntar
Mas COMo?
como têm tempo para os miúdos não estarem na escola 500 horas e trabalharem vocês por forma a terem dinheiro para Viver sem ter que estar sempre a limpar, cozinhar e fazinhar tudo o resto? Como gerem o tempo?? Cá em casa não haverá jantares de família, daqueles que em minha casa, enquanto eu crescia, eram o ponto de encontro de toda a gente. o miúdo está às 8h na cama e o pai chega às 9h a casa, é notória a impossibilidade. Expliquem-me também como se trabalha, com gosto e entrega, e se consegue ter tempo para chegar a casa e fazer com eles, filhos, algo que não dar banho e jantar? E expliquem-me quem CUIDA das crianças quando a mãe, se tudo correr bem, tiver um emprego a sério? Serão todas mães tão bem sucessidas, E RICAS, que têm a possibilidade de sair dos empregos às 4h para ir buscar os filhos às escolas e chegar a casa com jantares feitos, chãos limpos e sem pêlos de cão? Que empregos são esses e onde estão? Ou temos, tenho, que engolir em seco e aceitar, com resignação, que são os avós que vão educar os nossos, meus, filhos? Que vão fazer com eles os trabalhos de casa e ouvir as novidades em primeira mão? Que vão ser os nossos pais que vão conhecer os nossos filhos?
Francamente eu não sei como se organizam as famílias que parecem conseguir ter carreiras e jantares feitos. Têm todos muito dinheiro e mulheres-a-dias? Eu não sei, e essas pessoas são também muito evasivas quando eu pergunto "a fórmula", e eu só quero saber, porque eu não sei.

diálogo

situação:
-engoles 320 mil sapos e podes ver o jardim através da janela do 14º piso de um prédio situado a 6 quarteirões desse jardim. que dizes?
(pausa)
-então, e para eu poder ir ao jardim, quantos sapos terei que engolir?
-400 mil sapos
(pausa)
-terei que engolir esses 400 mil sapos, nesse caso. é vital ir ao jardim.
-neste momento só temos 320 mil sapos para o engolimento-de-sapos.

mão

"... a vida inteira pela frente..", disse-me.
isso nunca é verdade, digo-lhe.

há dias em que

gostava de pesar menos 10 anos

e se, inesperadamente, num serviço público

normalmente impessoal
não raramente frio e duro

alguém tem
um olhar terno
e um trato suave

mais me aproximo do rasgão
mais fina fica a fina carapaça
essencial para estas situações

nosso

terça-feira, 14 de abril de 2009

meu

">

quarta-feira, 8 de abril de 2009

bué

em etapas como a que atravessamos,
é bom poder ser a mamã que monta arraiais no chão do quarto do filho e lá dorme, com a mão enfiada nas grades da cama, segura por uma outra mão, pequenina e firme.
é bom poder ser a mamã que limpa o ranho 243 vezes por dia, que serve de assento para fazer aerossois, que dá beijinhos quando muda a fralda e te enche o nariz de soro
é bom poder ser a mamã que pode fazer uma sopa fresca para cada dia e que oferece o mimo do xarope de cenoura quando a tosse faz saltar os olhinhos
é bom poder ser a mamã que dá muito colinho, com quem se está no chão a descobrir bebés em panfletos de supermercado
é bom poder ser a mamã que diz "faz uma festinha ao sancho" e que adora que faças
é bom poder ser a mamã que explica que entre o ligar o amplificador e poder carregar no botão do play, teremos sempre que esperar 60 segundos, até a luz ficar azul
é bom poder ser a mamã que vigia a respiração enquanto dormes.

é maravilhoso poder ser a tua mamã e poder mimar-te
mimar-te

espero que te fique esta sensação de "querença". espero que no que te constitui saibas sempre o quão querido és. que não te aconteça duvidar disso mais do que o necessário para trilhares o teu caminho. que saibas sempre que vieste de ser querido.

és macio

ladies and gentlemen, the captain would like to say a few words

este não é um blogue literário, poético, difuso,
mas
também não é um retrato fiel, claro, uno, completo
da minha vida
e
em particular da minha vida com o homem com quem vivo.
nem tudo o que debito tem que ver com ele
nem sempre o sujeito sou eu
nem sempre o tempo é presente
nem sempre a matéria é carne.

we hope you will have a nice trip
a short meal will be served in a few minutes

sexta-feira, 3 de abril de 2009

tempos rasos

turn off.
power-saving.
stand by.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

a natureza

é malformada.
não é primavera só porque sim.
é primavera,
passou a ser,
a haver,
Primavera
quando alguém,
um Homem,
se lembrou de dar nomes às coisas
nomeadamente estações do ano.

não, natureza, não és tu que defines as estações do ano. nem as estações na vida.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

a preto e branco




antes do choro vem sempre a graçola.
o que permanece é o desejo de certezas
que não existem fora da matemática

m(a)y day

-diga 33
-digo sim senhora. 33.

segunda-feira, 30 de março de 2009

ia acontecendo

chegar ao fim do dia
com o peso dos últimos
dias
com a papa de angústia e ansiedade

mas
ter uma mãe que o é
aos 32 (going 33)
é maravilhoso.

ter uma mãe que é mãe
é maravilhoso.

faz-me sossegar
talvez o sebastião também me perdoe
aos 32 (going 33)
talvez eu me redima
aos 63 (going 64)
talvez nos perdamos pelo meio
mas talvez nos encontremos mais à frente
sem nada à frente
e tudo pela frente.


acabei de tapar o sebastião e foi por um pequeno triz (o que é um triz?) que não me deitei na cama com ele ou que não o esborrachei de encontro ao meu peito. safou-se o miúdo porque estava a dormir

ainda

à procura de onde se respira.
onde me liberto do formigueiro nas pontas dos dedos
da tremura invisível dos braços
da vigília das noites
(agora que todos eles dormem,
do filho ao cão)

vagueio pela minha cidade
pelos meus cafés
que me intimidam agora
pelos meus cinemas
sem filmes para mim agora
pela casa da minha avó
vazia agora
pelo bairro onde cresci
onde já ninguém está
pelo bairro dos amigos
em casa em domingo de família
pelo bairro da minha família
onde não há divórcios
pela praia grande
onde me sinto tão pequena.

um punhado de horas à procura do local onde se respira
sem encontrar.

à procura de onde se respira. onde se respira?

"estar atenta aos sinais"
quais deles, pergunto

a entrevista que fala do imediatismo da satisfação
da não prática da resiliência
do não espírito de sacrifício
?

até onde o sacrifício
apartir de quando a burrice
?

2 semanas
20 anos
?

e de que forma?
da mesma, persisitindo?
de outra, e qual?
com jeitinho ou à bruta?
com sedução ou porta atirada?
com exposição ou murro na mesa?
com resignação ou luta?
qual a diferença entre luta e guerrilha?
qual a importância dos danos colaterais?

a que custo?
para quê?
para quê?
qual é o ganho?

o medo do desconhecido
a vontade de partir é a facilidade do desistir?
tão difícil a destrinça.

o chamado ouro-sobre-azul, ou jp na trama

ao fundo

sábado, 28 de março de 2009

quando toda a coragem é exigida, toda a esperança é legítima

não sei quem inventou esta frase
lembro-me bem de quem a repetia
muitas vezes
há uns anos.

nenhum de nós é já o que foi
nessa etapa
e ainda bem
não era um degrau em que se pudesse
permanecer

estamos muito menos
sozinhos
do que nos sentimos

"enche-te de coragem e sobe o degrau seguinte"
eu já vi o que acontece
a quem permanece neste patamar.
e tendo visto
visto
não posso sequer ser como elas
porque eu vi
eu vi-as mirrar aqui.



obrigada

sharing. someone good.

two someones are
looking for a spare room.
all expenses paid for.

rita_blu@hotmail.com

um "tenta-isto", "vai-ali" ou um "recorre-a"
serão muito agradecidos

curta

ele encontrou-a num pranto
e perguntou
-o lanche é banana ou papa?
após o que voltou a sair

sexta-feira, 27 de março de 2009

e a semana correu tão bem

quando explico e faço esquemas sou chata e rigidifico os outros. quando esses outros resolvem inventar e corre tudo mal, chego a casa e ouço, "ai, tão cedo, não!". olha, obrigadinha. já sozinha, ou sem adultos, começa o cão a vomitar no corredor, com os sons tão típicos que quem tem cão conhecerá. faltava agora começar o sancho com as alergias que normalmente entregam o 13º mês ao veterinário, com direito a soro e tudo o que se vê na tv. também faltava uma mãe que resolveu não colaborar e não faltava um outro adulto que tarde ou nunca colabora, isso já se tornou um clássico.
apre.

quinta-feira, 26 de março de 2009

"you know who i am, ..., well i´m the one who loves changing from nothing to one"

pois é
e assim de repente
se passa do vazio
para a possibilidade de
escolha
que é
como se sabe
um dos grandes
previlégios
do
homem-livre

terça-feira, 24 de março de 2009

ahhhhhhhhhh

preciso de uma notícia!!!
fará já parte do processo de avaliação do carácter?
dizerem-me no sábado que me quer dizer coisas na 5ª feira.
e eu, que tanto quero ouvir coisas, seguro, amarro as minhas mãos para não berrar com elas, as mãos,
e com elas
as que prometeram dizer-me coisas
QUE COISAS? QUE COISAS? BOAS COISAS? AS COISAS QUE EU SUGERI?
OH, UMA PISTA,
POR FAVOR!! uminha...

até 5ª ainda faltam 3 meios de dia. já pensei o que vou vestir, onde vou passar a manhã anterior. mas estão em causa 3 quartos de vida (estatisticamente, porque pode até acontecer eu viver até aos 192 anos e então estarão em causa 5 sextos de vida)

custava muito dizerem-me um bocadinho do que me querem dizer quando me dizem querer dizer-me algo? ou então guardarem para elas o quererem dizer-me algo até chegar o momento de o fazerem.

segunda-feira, 23 de março de 2009

segunda à tarde

pezinhos de lã
para não acordar o medo
nem a consciência
nem a análise
nem a catalogação

entusiasmo vigiado
porque se não deseja fugaz
nem ciumento
(quantos mais recantos da parede estão presos a ti?)
eu estou presa a ti
e a vocês
e a Ela

celebro-o comigo
devagarinho

até porque a paz
será suficiente
o sofá branco, o café verde e o livro vermelho
serão suficientes
um "bom dia" será sempre
suficiente

shhhhhh
sem ruído
sem peso
sem querer.
a gostar do agora,
o agora que acaba a cada instante
e se renova a cada outro
instante.


ou seja
não faz mal se nunca mais nos encontrarmos
eu já te encontrei
e tu já me encontraste
"toda a ligação é acrescento.
ser mais é ser mais do que ser igual, e é ser muito mais do que ser menos.
ser mais é mudar de sítio.
toda a ligação é, pois, mudar de sítio. ou seja: de coração. ou seja: de ALMA. ou seja: é Preciso Fugir à Grande IMOBILIDADE, a Morte; o coração inapaixonado."

de Gonçalo M. Tavares, in Investigações. Novalis, comprado hoje aqui

"long, long time ago, i can still remember"

-então, se eu deixar de ter resultados muito bons vocês continuam a gostar de mim?
-claro que não (côro)

domingo, 22 de março de 2009

one day i´ll fly away, lailailailailailai

a primavera está mesmo a pedir um esvoaçar
ai está, está.
às vezes os cães ladram e mordem
que surpresa para quem lhes sente então os dentes
que tranquilidade para quem usa finalmente em pleno os dentes.
ou as asas.
"as asas servem para voar"
away

sábado, 21 de março de 2009

addiction

sexta-feira, 20 de março de 2009

pertinências, hoje no público, 2

quem vive do encontro conhece dois sentimentos mais fortes, o desejo de partir e o martírio de esperar. é porque alguém parte que os outros aprendem a espera.
partindo eu do que escreveu o valter hugo mãe

"quem vive de encontro ao mar conhece dois sentimentos mais fortes, o desejo de partir e o martírio de esperar. é porque alguém parte que os outros aprendem a espera" - frase original do autor

pertinências, hoje no público

"porque esperar também é esperar pelo que não vem, até que o coração se convença de que chega a hora de voltar para casa e suportar a dor"
escreveu o valter hugo mãe

terça-feira, 17 de março de 2009

um dia filho da puta ou tentando ser optimista

há dias em que não em consegue evitar o palavrão.


amanhã diremos o palavrão logo de manhã a quem o merece ouvir e o dia correrá certamente muito melhor.

aqui só caberia um palavrão. como tal, não há título

eu gostava realmente de saber se a equipa que pôs a minha avó de 90 anos de jejum dois em quatro dias para ser operada a uma anca e mão partidas e depois não a operaram e não se comprometeram com nova data
se fariam isto às maezinhas deles.

segunda-feira, 16 de março de 2009

guardo uma sensação de enorme conforto
de real prazer
de umas aulas
de uma matéria para a qual não tenho jeito nenhum.
resultados sempre terríveis
numa sala perfeita
não tivera frinchas.
em cada sessão me questionei porque nunca comentava ele o meu trabalho.
inclino-me para a teoria de que o meu prazer
se via
como se via
o meu combate comigo
de aceitar ser a pior da sala
tendo tanto gozo nisso
de ser a pior e persistir gozando.
terá ele percebido que isso brilhava mais que um bom desenho.

daily report

encontrei a "montanha mágica", afinal numa livraria e não num alfarrabista. foi um furo, a livraria onde bebo o café da manhã tinha conseguido de véspera 2 exemplares de um livro há muito esgotado. não me parece que já esteja, eu, preparada para o ler. há livros que li anos depois de os trazer para casa. há o momento de os trazer para casa e há o momento de os ler. são ambos determinantes e nem sempre são coincidentes.

aconteceram mais coisas.

tenho 20 camisas de homem para passar.

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

the perfect match

over the dirt we shall dance

quarta-feira, 11 de março de 2009

feel free to take it, miss trama

.tomara.

tomara
que você volte depressa
que você não se despeça
nunca mais do meu carinho
e chore, se arrependa
e pense muito
que é melhor se sofrer junto
que viver feliz sozinho

tomara
que a tristeza te convença
que a saudade não compensa
e que a ausência não dá paz
e o verdadeiro amor de quem se ama
tece a mesma antiga trama
que não se desfaz

e a coisa mais divina
que há no mundo
é viver cada segundo
como nunca mais.


do vinicius de moraes




pôxa, que este homem escreveu bonito pra caramba!

adoro grandes janelas. estas são do pavilhão branco do museu da cidade, em lisboa




pavão escondido com o rabo de fora


late night shoe


quinta-feira, 5 de março de 2009

delícia maior

às vezes apetece-me
mesmo, mesmo, mesmo, mesmo,
publicar aqui uma fotografia do sebastião.

porque gosto
mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo
dele.

mas depois não publico.

delícia

my mum went to the algarve and all i got was 15kg of great oranges

porque quero todos

estão à venda por 5€ e 7,5€ uma série de volumes dos contos de tchékhov e de obras da maria gabriela llansol.

até 26 de março
eu tenho que
evitar a praça da figueira

quarta-feira, 4 de março de 2009

sossego

"reformei-me da função pública e agora só faço o que gosto. fui operada aos olhos e fui tratar de mim."

inspiro. finalmente alguém confiável. alguém com carne para além do cérebro.
sustenho-me a tempo de lhe pedir que me consulte também a mim, para além de pediatrar o meu sebastião, que me osculte, que veja se tenho o pé chato ou apenas o feitío, que me receite vacina para o ranho e para o desepero, que aproveite quando choro para me examinar a garganta para que o choro nãp seja em vão, que me dê um autocolante no fim "a minha pediatra é minha amiga". pois é, filho, é tua médica e hoje foi compincha para tua mãe.

anoitece e não ilumino a sala. apenas o led azul do amplificador a ler o chico a tocar em paris e a luz branca do portátil.

inspiro,
e,
a novidade,
respiro

terça-feira, 3 de março de 2009

lia e joana

Arrepio-me quando leio o que estou a sentir, viver, sofrer
Escrito por outros
A cada palavra me ocorre sussurrar : "também eu, também eu! Pois é, pois é! E agora, e agora?"

E agora? Digam vocês que já vão em 2ªa voltas (mais uma moeda, mais uma viagem!)
Eu vivi um destes contextos.
Antes não tivesse tido uma infância dessas
Ou não tivesse percebido nada. Não tivesse associado.
Porque assistir-me a escorregar para um sitio igual, igualzinho ao onde eu não fui nada feliz acelera e muito a minha chegada. Com a dor dilacerante de me ver a vir fazer o mesmo que senti fazer em mim. Com a angústia de não conseguir afastar a angústia, a consciência, a percepção. Não se pode ficar pobre de espírito? Ou mais rica do que o que sou. Eeste meio termo entre perceber e não saber evitar dilacera. Há um poema do Almada sobre isto, se ao menos eu ficasse aquém, diz ele. Digo eu.

"não te zangues, não te zangues! nem contigo, nem com a vida! não esperes! desliga o botão! avança, passa por cima!"
a quantidade de vezes que me repito isto. em voz alta na minha cabeça.

domingo, 1 de março de 2009

hemafroditismo emocional

talvez fosse pertinente regrar
e regar, tb

"eu sou a xxxxx
obsessiva
bem intencionada
explosiva"

preferes silêncio
presente
é isso?
quietly here
here but quiet

mas eu falo
muito
com os meus
eu falo-me
muito

posso tentar pensar-me mais
posso tentar falar-me comigo

tenho que ser mais forte, mais autónoma, mais direccionada
mais machine

para?
porque?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito

não gostou de ir sozinha
não gostou de tendo decidido que o não faria
ter convidado
não gostou da confirmação que surgiu:
a ir
ia sozinha

mas percebeu que tinha que.



que mania
a dela
de tentar sempre mais uma vez

que outra mania
a dela
de jurar sempre ser a última vez

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

things cost money, even the best-things. freedom is a best-thing

e claro,

acontecer um final ali
não permitiu um outro encerramento aqui

e foi esse impedimento o grande drama:
o do não-encerramento aqui,
não o final ali



it starts to make some sense
the huge pain
the real reason of it

i was just a child then, now i´m only a man

talvez seja simples
perceber

talvez eu funcione como um iman
que ao ver um polo
lhe apresenta a face do mesmo
sinal
e portanto
o afasta
ao polo que quis ter
perto

talvez eu insista
sem criterio
ou
pior
talvez eu insista mais no que menos me quer
e menos me justifica.

talvez seja essa a falta
a falha
:
um grande erro de critério
um grande desejo por Tudo
uma grande atracção pelo que foge

às vezes o chão foge
às vezes eu fujo de mim

às vezes não me vejo
só me ouço ruído
só me quero longe de mim

e há "eu" por todos os meus lados

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

f(é) de fado

e sim, faz sentido,
e não, oxalá a determinação não passe,
e sim, espero que coimbra não ganhe novo encanto por ser hora da despedida.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

made a call, sent an email

starting to move
made a move
a little first reaction

still wake up sad
still want to go to sleep when my baby stops needing me in the end of the day

the day keeps being huge and slow
and yet the time slides and leaves zero "dones"

can´t stand the idea of house-wifing
can´t stand the cooking, the cleaning, the tidding
more than when i had no time to do them

it´s been two weeks now
feels like having been left
a sort of mournig

but
fuck
it was just a job and they weren´t that nice

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

medo

já não chego com as mãos aos pés
mas também
ainda não cheguei a lado nenhum.


stuck in the middle

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

registo do que não é triste, para quando estiver triste

o que ganhei quando perdi o emprego:

posso correr junto ao mar sempre que me apetecer
posso almoçar salada de tomate+queijo freso+azeite+oregãos até enjoar
posso ir buscar o sebastião à escola e brincar fora de casa todos os dias

salsa

às vezes, como às crianças, é preciso impôr-nos exteriormente um limite.

nem sempre se pode aguardar que o toro arda até ao fim, até ao fim da madeira ou até ao fim do oxigénio.

é preciso água e um balde

a rita levou-lhe o seu sorriso

percebi
logo, logo
que ninguém te percebeu
e nem eu
eu sei

ninguém
respondeu
na tua língua
nem eu
eu sei
eu soube
e ainda assim tentei

há momentos em que tudo é muito visceral
e em que todos misturam as nossas e as suas
tripas
e depois
pensam que percebem

perceber-te não é projectar-me em ti
eu sei

quis dizer-te
que te desejo sorte
que te safes do chão
embora
também tenha que dizer
que sim, que me projecto
que me inspiro
que me impulsiona ver-te conquistar
mas
há maldades piores

tempo de redefinir

where to
how to
if to

ontem

há dias
em que desisto deles
dos dias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

most of my balls have fallen and, houston, i can´t pick them up

it´s not that i´m not really happy sometimes
it´s just that when i am
i dont´t have time to blog

i feel like

i´m being rewinded

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

doenças, maleitas, whatever you want to name them

a velocidade com que se sucedem faz-me questionar se são a evolução prevista da mesma
está a sair (muita) substância (muito) amarela do meu filho

caracter (demonstração de)

quando no início
se diz
e no final
se manda dizer

termómetro

às vezes, 36.3
é a mais bela quantidade
e a mais maravilhosa notícia

a catarina portas é um mulher bonita

errrr...
só tenho isto para dizer.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

um pediatra (sério) não pode dizer (a sério)

aos pais de uma criança

nós não andamos aqui a brincar.

isto é como tudo, não há-de ser nada

e à 3ª vez penso que já domino a situação
até fui eu que suspeitei
ainda pouco tempo tinha passado.
fui eu que pensei que
seria como das outras
duas
vezes.
mas depois a febre não baixa
nos timings normais para nós
nem nos timings normais do 1º médico
nem no timing de prolongamento do médico seguinte.

não durmo
porque ele não dorme
e porque chora a dormir

não durmo
porque a febre
sobe em vez de descer

devia ser só mais uma doença de rotina
deve ser só mais uma doença de rotina

uma otite com manias de originalidade
que teima em ser diferente
e dizer "ora toma lá para não pensares que já me sabes"

deve ser.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

o sol!

ah, o sol!!

mês par, mês de otite

para o intervalo
varicela
doenças várias

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

err, afinal não fui

a minha mãe conta que em pequenina eu era de grande dramas. de grande intensidade, nas alegrias e vontades e explosões e iniciativas
e
de grande carga melodramática quando a minha melhor amiga passava um intervalo com outra que não eu. ou quando a minha professora me punha a mim de castigo e a culpa não era minha.

enfim,
haverá coisas em nós que não mudam assim tanto.
o f. diz-me que sim, que o meu desespero surge com uma rapidez e volume que deixa todos atordoados. eu digo que sim, que o meu desespero surge com uma rapidez e volume que me deixa atordoada. é uma merda, quando as coisas são mesmo importantes e nós corremos e elas nos fogem.

but we have to move on

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

as palavras são fundantes?
também desagregam.

o amor cega?
também revela.

o ódio destrói?
também liberta.

a dúvida paralisa?
também inspira.

a coragem é altruísta?
também é soberba.

o medo atrapalha?
também protege.

a vida é tragédia?
também é gloriosa.

a morte é termo?
também é recomeço.


do joão melo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"hey, that´s a way to say goodbye"

from now on
this blog is over.

ganhei afeição por pessoas com quem me cruzei neste contexto. afecto mesmo.

but it´s time to go.

e, sim, fui despedida, ou não fui contratada, and it breaks my heart porque o meu caminho é por ali e fui empurrada para fora da estrada.
por agora, claro.
é agora que doi.


ponto da situação:
o sebastião tem 15 meses e é o maior
consigo de novo concentrar-me e ler sofregamente
o meu futuro passará pelos livros e chegará logo que eu o apanhe
o meu cão está bem e eu gosto dele há 9 anos
ofereci-me música de bolso
me, me in my family and my familiy, we are fine

"and i know, from your eyes,
and i know, from you smile,
that tonight
we´ll be fine
we´ll be fine
we´ll be fine

for a while"
(LC)

abrejos,
rita

(voltarei para um poema lindissimo que conheci ontem na edição 1000 do jl.
mas voltarei apenas para isso.)

A propósito do Grande (e caro) Livro

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidae.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
Contruímos um lugar de silêncio.
De paixão.

HH

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

bright side of being fired

e agora provavelmente só voltarei quando me disserem que "foi um prazer, rita, quem sabe volte a surgir uma oportunidade".
até lá

que importante ser crescido, não é? então qd seguimos desenfreados sem olhar para dentro, ui, que maravilha ser-se crescido

o nuno artur silva disse, no jl da última quinzena, que

gostaria de ser hoje o homem que era quando quis ser o homem que é agora.

olha, sebastião, uma estrofe do sérgio para ti

"Assobiando a melodia mais bonita
a da certeza do meu mais brilhante amor
a sensação de entre as demais a favorita
que é ver a rosa com o tempo a ganhar cor"

you break just like a little girl, don´t you?

la donna è mobile

ou

a mulher é volátil.

ou ainda,
you were too good to be true.

(ainda) vives em fuga
no toca e foge
eu (já) não.

estou mais crescida hoje
(oh, tão importante, ser crescida!)

"quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destoutra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta"

mas a ti, sim.




(roubado ao sérgio gordinho)

y day

.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

ao génio da lâmpada

o sancho não vai apanhar varicela
o sancho não vai apanhar varicela
o sancho não vai apanhar varicela

coisas

eu coleccionava bilhetes de cinema. guardava-os no meio de livros, com algumas notas atrás. adoro reencontrá-los. os bilhetes do king e do nimas, únicos que conhecia, tinham a forma de rolo fotográfico. agora não têm gracinha nenhuma.

caos calmo, such a great movie and yet

levantou em mim algumas questões recorrentes, a saber:
o que seria daquele pai, daquela filha e daquela família se
o pai
tivesse que trabalhar ainda mais arduamente após a morte da mulher
?

se, afectivamente, ambos precisassem do luto que retrata o filme
mas
não
pudessem
?

se tivessem que chorar enquanto corriam?

também seria interessante assistir.

i´m frozen

and it´s not because of the cold

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

r

encontrou-o, ela, num canal profissional um destes dias. ele tem a voz igual, reconhecivel, e apeteceu-lhe, a ela, dizer-lhe que além da rita de cascais, como manda a praxe empresarial apresentar-se, é ainda a outra rita. a que há uns anos invadiu o seu cacifo onde ele colara uma fotografia do lampedusa. "sou eu, sou eu". "outra vez a atravessar-me no teu caminho". "sou eu". "a ter vontade de o fazer, atravessar-me, propositadamente".

males do ofício, I

algum livreiro gostará ou lerá Nora Roberts?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

para a lia saber:

estou agora o mais magra que já fui na vida

e mais uma bola para o malabarista...!

o sebastião vive a sua primeira doença que sarapinta:
chegou a varicela

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

é o caos, meu senhor, é o caos

ta ta tara ta ta tara ta

imagine musica de circo
imagine malabaristas

imagine me with more balls than i can handle
imagine me keep picking up the balls that keep falling

apetece dizer-te como se ouve nos filmes que envolvem tribunais

"i have no further comments"