esvaziar as casas das duas avós na mesma época.
largar as provas do vivido.
fica a memória, para mim a minha.
a pequena grande-d contou-me de um livro de um neurocientista que explica as bases físicas da memória e como as recordações se alteram não apenas à luz de como nos sentimos no agora mas porque físicamente as células que guardam a informação mudam.
ou seja
fico responsável pela minha história.
poder voltar e rever, afinar, perceber
tornou-se mais err
impossível
entre mim e a vida há cada vez menos airbags afectivos
falta-me que elas me vejam crescer
que vivam comigo o meu crescer
que o celebrem
lembro-me delas a rir
dantes
e
hoje, agora,
ainda me acontece ficar
triste
sábado, 12 de setembro de 2009
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