não era isto
não era para aqui
não é por aqui.
não é, não é, não é.
ainda e sempre a sensação da espera
do tempo certo, da clareza da certeza
tão raros
sempre tão raros.
fechar os olhos com muita força,
olhar com muita força,
e ver que não,
o que lá está nem sempre é o que vejo.
o que lá está não é o que vejo.
tentar um passo para fugir para a frente
e ver recusado até esse passo.
"aguenta a crueza do não. a violência da ausência. a certeza da falha"
aguenta, rita, aguenta
ou rebenta, rita, rebenta.
*só procuram a pausa certa, c.,
mas fiquei a pensar
4 comentários:
um poeta, o nuno moura, disse-me há uns meses que eu já tinha o «ritmo». presumi, talvez erradamente, que tivesse que ver com os enters. ainda assim, não consigo olhar para o que escrevo como poemas. é só o ritmo a que penso.*
Rebenta, Rita, rebenta e o (teu) mundo pode mudar.
catarina,
eu comprava um livro teu, mesmo se o encontrasse antes de te ter encontrado a ti.
bj
e parabéns, muitos
gaivota,
:-) e se mudar para pior? ou se não houver condições para suster o impulso? pergunto-ME
:-)
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