Arrepio-me quando leio o que estou a sentir, viver, sofrer
Escrito por outros
A cada palavra me ocorre sussurrar : "também eu, também eu! Pois é, pois é! E agora, e agora?"
E agora? Digam vocês que já vão em 2ªa voltas (mais uma moeda, mais uma viagem!)
Eu vivi um destes contextos.
Antes não tivesse tido uma infância dessas
Ou não tivesse percebido nada. Não tivesse associado.
Porque assistir-me a escorregar para um sitio igual, igualzinho ao onde eu não fui nada feliz acelera e muito a minha chegada. Com a dor dilacerante de me ver a vir fazer o mesmo que senti fazer em mim. Com a angústia de não conseguir afastar a angústia, a consciência, a percepção. Não se pode ficar pobre de espírito? Ou mais rica do que o que sou. Eeste meio termo entre perceber e não saber evitar dilacera. Há um poema do Almada sobre isto, se ao menos eu ficasse aquém, diz ele. Digo eu.
"não te zangues, não te zangues! nem contigo, nem com a vida! não esperes! desliga o botão! avança, passa por cima!"
a quantidade de vezes que me repito isto. em voz alta na minha cabeça.
terça-feira, 3 de março de 2009
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2 comentários:
(suspiro)
hoje não estou boa para te dizer o contrário!...
Mas gosto muito de te ler e ver aí escrito lia e joana fez-me primeiro estremecer de emoção e curiosidade e depois de emoção e orgulho.
:) gosto de ti! :)
beijinhos!
Vai ficar tudo bem, connosco, com eles, com tudo.
(suspiro)
aqui também suspiro....
eu pergunto-me se o problema maior é a consciência, porque aqueles que repetem tudo sem dar por isso se calhar não sofrem... apenas magoam. Se é assim, prefiro a consciência, a matemática, a leitura constante dos passos que dou. Talvez seja um passo.
Também gosto muito de aqui vir.
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