à procura de onde se respira.
onde me liberto do formigueiro nas pontas dos dedos
da tremura invisível dos braços
da vigília das noites
(agora que todos eles dormem,
do filho ao cão)
vagueio pela minha cidade
pelos meus cafés
que me intimidam agora
pelos meus cinemas
sem filmes para mim agora
pela casa da minha avó
vazia agora
pelo bairro onde cresci
onde já ninguém está
pelo bairro dos amigos
em casa em domingo de família
pelo bairro da minha família
onde não há divórcios
pela praia grande
onde me sinto tão pequena.
um punhado de horas à procura do local onde se respira
sem encontrar.
segunda-feira, 30 de março de 2009
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2 comentários:
telefona-me e vem respirar um bocadinho cá a casa, modestia à parte!...
nenhuma modéstia necessária :-)
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