terça-feira, 17 de junho de 2008

estranhamente,

sei que vou conseguir.



estas frases muito genéricas (mas conseguir o quê? viver bem? ah, mas o que é viver bem? o que é viver, sequer?) não dizem nada. são frases fáceis que se ouvem, ditas com alguma autoridade. mas de facto, às vezes, tudo se resume a isto: eu sei que me vou safar. ("a gente safa-se sempre!" - onde andas, marta?). é fabuloso ser mãe,é terrível não ser autónoma financeiramente, principalmente quando se reavaliam caminhos, escolhas, preços. é bom ter uma psi no serviço público que é boa e com quem vejo resultados. é reconfortante ter um cão que me acompanha há 8 anos, é um stress ter um cão que teve o azar de ganhar uma dona que não o sociabilizou bem com os seus (dele) pares. é bom saber que me mantenho atenta e desperta, é assustador ter um bocadinho de medo. é bom ter esperança e presistência, é destruidor não gritar NÃO TOU PARA TE ATURAR quando devia. é bom regressarem amigos perdidos em combate, é tirar o brilho questionar porque desapareceram em fases tão fulcrais. é bom estar mais firme e segura, é cansativo lidar com preconceitos antigos.

posto isto,
preciso de dinheiro para uma casa clara, apesar de viver numa casa clara.

quem diria, há 15 anos, que eu estaria na situação profissional que estou. como é que isto vai acabar?

3 comentários:

by Deva disse...

Caramba, se compreendo parte daquilo que descreves...

Lia Ferreira disse...

:) empatia

m disse...

rita, serás tu? serei eu?
vim aqui dar por acaso, pelo califa, pelo cão (será o sancho?), porque já "dei o nome" no blog do mercado de Bem-fica e recebo ainda os comentários...
se és tu, fico feliz por estares feliz, por pelos vistos te safares mesmo sempre, e bem. Há quedas que efectivamente à distancia não passam mesmo de percussão.
Eu estarei em Lisboa por pouco tempo, estou de caminho para NY...
Se isto fizer sentido, se fores mesmo tu, diz.
bj
marta