Espalhem a notícia do mistério da delícia desse ventre
Espalhem a notícia do que é quente e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago se pudesse
Divulguem o encanto
o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo q
ue eu bebia até ao fundo
saciado
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
O ventre de que falo como um rio
transbordou e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou
Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente uma criança
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher
Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra basta,
é só adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais em todos nós
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo do mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
bonita
do sérgio gordinho
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
4 comentários:
(amanhã venho cá agradecer. hoje ainda não :) )
a minha favorita de sempre
Agora sim, depois de uma noite demasiado longa, mas que acabou da maneira melhor e mais bonita: obrigado! :')
:) Lindo
Enviar um comentário